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16/09/2016

| Cinema de animação para gente adulta |



Só no final do filme é que percebi que ele foi realizado por Charlie Kaufman (e Duke Johnson), que escreveu o brilhante Being John Malkovich, de 1999, um dos filmes mais delirantes e deliciosos que vi numa noite de inverno, há muitos anos, com a minha querida G., em casa dos meus pais, e que levou o meu pai a perguntar-me, no dia seguinte, o que raio é que tínhamos estado a ver já que as nossas gargalhadas ecoavam pela casa inteira (por falar nisso, tenho de revê-lo).
Este Anomalisa - um filme de animação em stop motion, de 2015 - é introspetivo e angustiante. Retrata, acima de tudo, a forma como nos relacionamos com os outros e o egoísmo (e vazio) inerente a essas relações.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o facto das caras das personagens parecerem máscaras, o que analisei como uma crítica à sociedade já que, no fundo, e pelo menos em determinados momentos, todos nós usamos máscaras. 
Li mais tarde que essa foi exatamente a intenção de Kaufman. Como não poderia deixar de ser.
Para ver e pensar. Principalmente se a nossa vida é aquilo que queremos fazer dela ou se apenas andamos aqui a fingir que vivemos.
Mas isso é só para os corajosos, já que os outros vão preferir fingir não perceber.
 

12 comentários:

Kati Antunes disse...

Nunca vi este filme, mas gostei imenso da sinapse deste :)
Beijinho, Kati


ossegredosdakati.blogspot.com

Lápis Roído disse...

Consegues extrair o sentido filosófico que está por detrás de um filme de animação. Clever, Marta. Simply clever ;)

Just Fantasy disse...

É duro encarar a realidade, as coisas como de facto são, porque realmente há um grande vazio do qual tentamos fugir com as maiores futilidades. Ate as relações são muito superficiais. É bom levar as pessoas a pensar, a refletir.

Claudia Victória disse...

Nossa... bem diferente mesmo!
Infelizmente ás vezes temos q ser quem não somos. Já vi se eu for muito sincera, me ferro...

http://momentosdemodaebeleza.blogspot.com.br

Bjs

Maiele Luz - Sonhada Vida disse...

Marta que forte essa sua resenha! De fato, em alguns momentos precisamos usar máscaras sim, mas é preciso sempre buscar a vida que queremos para que esses momentos mascarados fiquem minimizados o máximo possível! :-) Esse filme já vai entrar para a listinha, que só cresce! rsrsrsrs Bjs

Sofia disse...

Tenho que ver! (=

Isa Sá disse...

Até fiquei com vontade de ver.


Isabel Sá
Brilhos da Moda

Cláudia M disse...

Fiquei curiosa! Tenho que ver ;)

Um beijinho

YellowMcGregor disse...

Excelente análise que me despertou o interesse de ver este filme (relembrando-me, também, que nunca cheguei a ver o Being John Malkovich apesar de ser fã do actor. Shame on me)

Todavia, penso: o problema estará naqueles que mostram máscaras... ou quem não vê para além delas?...

Com um ramo de :-) (sorrisos)

Ana disse...

Só por causa disso já me apetece ver...
Não sei se encontrarei nesta terra, mas definitivamente vou procurar!
Hoje fui ao cinema ver o Ben-Hur... vim com vontade de ser uma pessoa melhor (daqui a meia hora já vai passar!!)

Avelã disse...

Parece ser um filme bem realizado e com uma mensagem importante! Adoro essa técnica de animação, dá outro ar às cenas :)

Carolayne R. disse...

Comecei a vê-lo, mas fiquei a meio! A ver se o termino!

A Vida de Lyne