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12/10/2017

| Dos livros da minha vida |


A minha luta com Saramago não foi fácil. O primeiro livro do autor que comecei a ler foi o famoso Memorial do Convento e, poucas páginas passadas, desisti dele. O mesmo se passou com As Intermitências da Morte: li mais de metade do livro, estava a gostar imenso (apesar de considerá-lo difícil) mas houve ali um momento em que algo - não sei muito bem o quê - aconteceu e acabei por deixá-lo de lado.
À terceira foi de vez, como tão bem reza o ditado popular: li o Caim de fio a pavio e adorei-o, também porque me arrancou muitas risadas (e não, não estou a falar de uns risitos tímidos nem contidos, estou a falar de gargalhadas altas, que o homem não fazia por menos).
Quando vi o Ensaio sobre a Cegueira a um preço de 10€ trouxe-o comigo sem pensar, é raro encontrar livros a um preço tão baixo (Falando nisso, continuo sem perceber por que raio eles são tão caros no nosso país. Adiante). 
Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando está no seu carro no meio do trânsito. É assim que começa o romance.
E essa cegueira, que é branca, alastra como um rastilho de pólvora, transformando-se numa epidemia. Uma cegueira coletiva branca, à exceção de uma mulher que, misteriosamente, mantém a visão.
Este livro é intenso e genial e violento e belo na mesma medida. E, mais do que uma enorme crítica à sociedade - justa e triste -, Saramago, que via mais além, expõe de forma clara os defeitos e qualidades do ser humano.
Não descansei enquanto não acabei de ler este Ensaio sobre a Cegueira (sabiam que há pessoas que não foram além das primeiras páginas com medo de ficarem cegas?) e por causa dele roubei muitas horas ao sono. 
E quando acabei senti ter nas mãos uma obra-prima, das coisas mais fabulosas que já li, entrando diretamente para o meu top 3.
Saramago era absolutamente brilhante. Faço-lhe uma grande vénia. 

'Por que cegamos, não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vêem, cegos que vendo, não vêem.'

17 comentários:

Gorduchita disse...

Ainda não me aventurei com Saramago mas cada vez mais sinto que é uma falha imperdoável!

Andreia e Jéssica disse...

Não conhecia, mas gostei do post ;)

Beijinhos /Andreia

https://damselme.blogspot.pt/

As Coisas Dela disse...

Já ofereci este livro a várias pessoas, confesso que não o li ainda mas agora que vejo este post, acho que vai ser a próxima leitura! Beijinhos*

Os olhares da Gracinha! disse...

Li e gostei ... bj

Ana Bessa disse...

De Saramago só li Memorial do Convento mas adorei,fiquei curiosa com o ensaio sobre a cegueira...

Sandra Marques de Paiva disse...

É autor que nunca me despertou curiosidade, mas a tua descrição está divinal ;)

Lápis Roído disse...

A tua luta com Saramago não foi fácil, mas hoje tenho a certeza que lhe ganhavas com uma perna às costas =P
Li o Memorial do Convento e gostei, mas com As Intermitências da Morte aconteceu-me o mesmo que te aconteceu. Era confuso como o raio!

abanar do ser disse...

Compreendo perfeitamente quando dizem que não conseguem ler os livros dele... Tinha 15 anos quando fui iniciada na sua escrita, ele tinha ganho o Nobel e como é habito fui a Feira do Livro e comprei o "memorial do convento" (com direito a 2 dedos de conversa com o escritor e uma dedicatória e autografo) para desagrado meu não consegui ler era-me difícil, nesse mesmo ano comprei o mais polemico dele "evangelho segundo jesus", também não acabei e desisti durante anos! até que estreou o "ensaio sobre a cegueira" no cinema com a Julianne Moore e outros tantos atores que gosto imenso e fui vê-lo ao cinema 3 vezes com pessoas diferentes, é um filme muito complicado e incomodativo, deixa-nos mesmo a "filosofar" e a digerir durante umas boas horas. rendi-me outra vez e li o livro, não se consegue nunca transportar um livro para uma tela de cinema mas ambos são muito bons! se tiveres oportunidade vê o filme.
continua a ser difícil lê-lo mas sem duvida é um escritor genial!

Ivânia Barbosa disse...

é tão bom quando um livro nos deixa tão completos, já tenho saudades de ter essa sensação quando acabo de ler um livro
beijinhos

http://umacolherdearroz.blogspot.pt/

Andreia Barbosa disse...

Por agora ainda só li o Memorial do Convento e adorei! Gosto imenso do facto de ter aqueles comentários "à la mode de Saramago" que continuam super atuais. O Ensaio sobre a Cegueira está na lista dos livros a ler, mas agorq com as aulas e frequências, penso que terei que adiar a leitura!

cidadadomundodesconhecido.blogspot.pt

Filipa Gonçalves disse...

Acho que O Memorial do Convento foi o primeiro livro de toda a gente que se aventura por Saramago :)

https://filipa-goncalves.blogspot.com

Cherry disse...

Só li o Memorial de Convento, mas um hei-de pegar nesse livro :).
Beijinhos,
Cherry
Blog: Life of Cherry

Daniela disse...

Li o Memorial do Convento na escola e gostei bastante e no ano passado também li o ensaio sobre a cegueira que me foi oferecido.:) Saramago tem uma escrita difícil mas incrível e maravilhosa ao mesmo tempo.

Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

Marisa Raquel Fonseca disse...

Nunca li nenhuma obra de Saramago e penso que ando a perder a oportunidade de ter em mãos uma obra prima! Tenho de rever isso! beijo
Coco and Jeans by Marisa x My Instagram x My Bloglovin

Ana Freire disse...

Algumas obras são mais densas do que outras... e é preciso o mood certo... quando nos empenhamos a ler alguns dos seus livros... que dão mais luta!...
Mas a sua escrita... é sempre genial... e realmente desperta consciências!
Beijinhos! Bom fim de semana!
Ana

o ultimo fecha a porta disse...

Eu no 12º ano tive que ler o Memorial do Convento e até saiu no exame nacional de português. Não achei nada especial, sinceramente. Neste último mês, li o Conde de Abranhos do eça e uma fenda na muralha do alves redol e achei melhores.

Não conheço, mas se o teu feeddback é positivo, pq n dar uma oportunidade ao livro?

Cisne disse...

Fiquei com vontade de ler :)