Foi o primeiro livro que li de Irving Wallace, mas não será o último, já que o considero uma obra a roçar a perfeição: de uma forma muito resumida, fala de um livro chamado 'Os sete minutos', que muitos defendem ser pornográfico pelo facto de nele uma mulher falar abertamente sobre sexo.
Segundo esta obra, de 1969, sete minutos é o tempo médio que uma mulher demora a atingir o orgasmo (não sei a veracidade desta afirmação nem isso interessa aqui). Nesse livro (o ficcional), uma mulher descreve o que se passa na sua cabeça durante os sete minutos que demora até atingir o orgasmo durante uma relação sexual.
Por razões políticas (e isso é uma das coisas que me levou a gostar tanto desta obra, há todo um enredo muito interessante e extremamente atual), 'Os sete minutos' é levado a julgamento para que se decida se o mesmo é pornográfico ou se, ao contrário, tem relevância social.
Uma história sobre jogos de poder e liberdade, basicamente. Que tem setecentas e tal páginas, com uma letra muito pequenina, mas que não consegui parar de ler.
Um livro brilhante, obrigatório para quem ama os livros.
































