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28/10/2020

| Com o acesso (pouco) bloqueado |


Começa à meia-noite de amanhã a limitação de circulação entre concelhos - limitação essa que perdura até às 6h do dia 3 de novembro -, e (não fosse eu jurista) fui ver o diploma para perceber do que é se está a falar em concreto.
Até consigo perceber o seu intuito - a ver se o estupor do vírus histérico que já ninguém aguenta se acalma -, mas para tomar este tipo de medidas, digo eu do alto da minha insignificância, é preciso pensar um bocadinho a sério e planear, algo que o português não sabe muito bem o que significa.

18/09/2020

| Dos recomeços |


O final de uma relação (quase) nunca é fácil. Há mágoas e dores, o tempo ainda não teve tempo para ajudar a curar as feridas, a sensibilidade está à flor da pele.  
A minha relação amorosa acabou. 
Decidimos dar-lhe um fim, pelas razões que só a mim e ao ex-gajo dizem respeito. 
Não foi fácil, continua a não ser, mas, e falo apenas por mim que só por mim é que posso falar, aceitar as coisas como elas são e seguir em frente é a melhor opção.

13/08/2020

| Nem sei que nome dê a isto |


Num só dia - hoje, por acaso - leio nos jornais que os militantes do Chega (esse partido cuja existência apenas encontra justificação na corroboração de que vivemos em democracia) vão referendar a reintrodução da pena de morte em Portugal, e que uma série de gente - três deputadas incluídas - foi ameaçada por um grupo neonazi português de que, se não rescindirem as suas funções políticas e não abandonarem o país num prazo de 48 horas, 'serão tomadas medidas contra estes dirigentes e os seus familiares, de forma a garantir a segurança do povo português'.
É só isto por agora, que vou ali ver se compro uma dúzia de comprimidos que possam resolver o meu problema de vergonha alheia.

31/07/2020

| Novos tempos, novos hábitos |


Nos últimos dias tem vindo a discutir-se a forma como vai ocorrer a reabertura de bares e discotecas e acho muito bem. Está mais do que na hora disso acontecer - não consigo evitar pensar nos proprietários deste tipo de espaços, que devem estar a desesperar -, desde que sejam implementadas as medidas de segurança necessárias e, de resto, imprescindíveis.
Do que ouvi dizer, pelo menos na área de Lisboa a intenção é a de que estes espaços funcionem até às 20 horas, e este facto remeteu-me de imediato para as matinés da minha juventude, que tão bonitas foram. Daí saltei diretamente para a parte de imaginar os futuros estratagemas dos mais jovens para disfarçar perante a família, ao jantar, o copo que beberam a mais durante a tarde (comecem a pensar nisso, minha gente, quem vos avisa vossa amiga é).

17/07/2020

| Sou boa e sei disso |


Sou fã assumida do Instagram e é por lá que passo mais tempo, já que fotografias são a minha cena (bem, uma das cenas, sob pena de estar a ser redutora).
Já me aconteceu várias vezes (se fosse só uma ou duas não estaria a escrever sobre isso) esbarrar com perfis de miúdas muito novinhas - e quando digo novinhas estou a situá-las entre os 10, 11 e 14 anos, por aí - com fotos que, não fosse a idade prematura das fotografadas, podiam muito bem constar de uma compilação intitulada Sou boa e sei disso.

03/07/2020

| Vamos falar sobre depressão? |

Penso não estar a exagerar quando afirmo que a morte de Pedro Lima apanhou praticamente toda a gente de surpresa.
Penso não estar a exagerar quando afirmo que as causas da morte do ator chocaram o país.
Não seguia o trabalho dele mas simpatizava com a figura, parecia-me alguém à maneira, achava-o giro que se farta (quem não?) e acreditava, como continuo a acreditar, que a relação que ele tinha com a ceramista Anna Westerlund era verdadeira e muito bonita.
Sabemos agora que o ator sofria de depressão. E raramente a palavra sofrer foi tão bem empregue. 

03/06/2020

#blackouttuesday


Foi há 9 dias que morreu George Floyd.
Quando começaram a correr mundo as imagens do agente a sufocá-lo, enquanto o mesmo dizia que não conseguia respirar (repetiu-o 11 vezes, correto?), fiquei absolutamente chocada e revoltada. Em consequência, nos dias seguintes fui partilhando algumas mensagens nas stories do Instagram, demonstrativas do meu descontentamento e de total repúdio com aquela morte sem justificação.
Estranhei o facto de tão poucas pessoas (algumas delas com grande poder nas redes sociais, especialmente naquela) me acompanharem nas manifestações de desagrado com o sucedido.

15/05/2020

| O bicho vai parar (momentaneamente) de mexer |


Hoje é o último episódio da primeira série de Como é que o bicho mexe, se assim podemos dizer, e não posso deixar de afirmar que estes diretos do Instagram foram, provavelmente, o que de mais bonito me trouxe esta cona* de pandemia.

08/05/2020

| Happy birthday to me |

Adicionar legenda

Foi por causa do meu aniversário que surgiu um look por aqui, visto não haver grande motivação para fotografar roupitas nem paciência para os preparativos básicos inerentes (faço aqui um pequeno parêntesis para informar que, como  também gosto de saber a idade dos outros e não concordo nada com aquele ditado segundo o qual não se pergunta a idade às senhoras, faço uns muito orgulhosos e preenchidos 45 anitxos; God, faltam tão poucos para os 50!).

05/05/2020

| Crónica(*) de uma quarentena(**) terminada |


(* principalmente alimentar)
(** quase)


Agora que passámos do estado de emergência para o estado de calamidade (é só a mim que este último estado parece mais de panicar do que o anterior?), tenho de confessar que ainda não me sinto preparada para sair à rua, não sem que me venha à memória a ideia de que acabámos de ser atropelados por um rolo compactador monocilíndrico.

22/04/2020

| The pandemic effects |


Tira-me do sério este meia-leca de vírus que decidiu aparecer e virar do avesso - o mal-educado - a vida de todos nós. Só isso seria razão para não escrever este texto - para não lhe dar importância -, mas a verdade é que me apetece fazê-lo (engolindo, assim, esta espécie de orgulho), porque o meio-leca está cá, tipo elefante-debaixo-do-tapete-da-sala que não tenho (nem o tapete, nem o elefante), e hoje é um daqueles dias em que estou tão furiosa com ele que só me apetece mandá-lo para o caralhinho. Para o caralhinho o caralhinho, só me apetece é mandá-lo  para o caralho.

13/04/2020

| per-nature-fection |


Se me seguem no Instagram (se não seguem desejo-vos muita dor) sabem que teve de acontecer uma pandemia para euzinha descobrir um pequeno oásis do outro lado da rua da minha casa: um vale verdejante - por vezes com vista para o mar - com vários carreiros para descobrir, sons de pássaros, casas abandonadas, flores que nunca vi e até um riacho para completar.

01/04/2020

| Histórias bonitas em tempos difíceis |


Um dos momentos altos dos meus dias úteis, desde que estou de quarentena, acontece a partir das 23h com Como é que o bicho mexe, um direto no Instagram onde o Bruno Nogueira, basicamente, tem conversas tolas com os amigos (espero sinceramente que não vão ver porque aquilo está a atingir uma audiência tal que a emissão tem de ser interrompida várias vezes para a resolução de problemas vários; a sério, não vão ver, aquilo é uma merda).

24/03/2020

| Corono-crónica |


Não sei como estão a lidar com esta nova vida, para a qual ninguém nos preparou. 
No que a mim diz respeito, sinto-me calma q.b., a aproveitar o tempo para fazer aquelas coisas para as quais, normalmente, não há tempo, a tentar não pensar muito no amanhã, a levar ao extremo a máxima um dia de cada vez.

16/03/2020

| Sim, defendo o direito à eutanásia |


Bem sei que as opiniões se dividem no que a este tema diz respeito, bem sei que há quem não compreenda a minha posição (sem surpresas, não consigo compreender a posição contrária), bem sei que há muitas dúvidas e muitos ses.
Agora que a poeira assentou um pouco, pareceu-me ser o momento certo para escrever sobre este tema tão delicado, e não posso começar de outra forma que não esta: que não restem dúvidas que as pessoas esclarecidas e equilibradas que defendem o direito à eutanásia estão a defender exatamente isso: que haja a possibilidade de escolha para quem esteja em posição de escolher.

07/10/2019

| Todas as coisas maravilhosas |


Enquanto grande fã do Ivo Canelas - considero-o um dos melhores atores nacionais -, andava curiosíssima com esta peça, até porque a sua apresentação na radio é feita ao som de Blister in the sun, dos Violent Femmes, e isso é motivo para me deixar logo com as antenas no ar.

17/06/2019

| Devo ser mesmo totó_oficial |


Devo ser uma gaja muito totó ou, então, sou uma gaja normalíssima, e há por aí gente tão estranha que até me leva a questionar se serei totó.
Quando digo gente estranha estou a falar daquelas pessoas que, no Instagram, acrescentam ao seu nome de utilizador a expressão oficial (ou official, para um efeito mais globalizante), e não, não estou a referir-me a um Cristiano Ronaldo, a uma Beyoncé, a uma Pipoca Mais Doce ou até a um Barack Obama, que esses são tão bregas que não ousam usar um oficial à frente.

05/06/2019

| Quem tem medo da boa(zona)? |


Há uns dias, a TV7 Dias fez capa com a poderosa Cristina Ferreira, de onde constava, em letras garrafais, a afirmação ‘Os homens fogem dela’, complementada com a seguinte anotação: ‘Eles sentem-se intimidados e inferiores com a sua liderança, independência e «energia masculina»’.
A apresentadora veio reagir, devido às inverdades que terão sido publicadas (não sei pormenores nem tão pouco quero saber, que só vi a capa numa bomba de gasolina, local perfeito para atualizações-de-cusquices-em-modo-express) mas nunca duvidei, no entanto, de que a afirmação ‘Os homens fogem dela’ seja plenamente aplicável ao caso Cristina Ferreira.

20/05/2019

|Cérebro – mais vasto que o céu |


Já foram mais de 50 mil a visitar esta exposição – patente na Fundação Calouste Gulbenkian – e, se ainda não foram, deviam meeeesmo ir.
Porque nos leva a conhecer um pouco mais sobre a origem do cérebro e a complexidade das nossas cabecitas.

02/05/2019

| Girls' World |

Imagem: magg.pt

Até ao próximo dia 11 de maio está patente na Pineapple Gallery (que se situa no Reino Unido, concretamente em Bishop Auckland, a cerca de duas horas e meia de carro de Manchester) a exposição Girls’ World.
E o que é que esta exposição tem de especial?
O facto de retratar situações de violência doméstica exercida contra mulheres e crianças. Com Barbies. Sendo que as mesmas aparecem a ser agredidas, abusadas sexualmente ou até a cometerem suicídio.
Forte?
Sem dúvida.
Fantasioso?
Nem por isso (infelizmente, todos sabemos isso).