O segundo romance de Maria Semple (de 2012), guionista de televisão e cinema, foi considerado o melhor livro do ano por publicações como, por exemplo, o The New York Times, e o público parece ter concordado, já que me fartei de ler críticas muito positivas sobre o mesmo.
A história centra-se na personagem de Bernardette Fox, uma arquiteta revolucionária completamente anti-social - casada com um guru da Microsoft e mãe de uma jovem muito promissora, a Bee -, que um dia desaparece sem deixar rasto. E mais não conto para não estragar a surpresa.
De tom irónico e sarcástico, tem passagens muito engraçadas, mas não deixa de ser uma grande crítica à sociedade atual.
Embora me pareça um pouco exagerado ter sido considerado o livro do ano, é um bom romance, que se lê num instante, muito por causa da escrita simples e muito fluída.
Um dos aspetos que mais gostei foi o facto do narrador 'aparecer' muito pouco, já que a história é-nos maioritariamente contada através de e-mails, comunicados, cartas, mensagens, relatórios, etc. Verdadeiramente inovador!
O final desiludiu-me um pouco mas não é por isso que não o recomendo: dá para passar uns belos minutos de leitura descomplicada.