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14/12/2013

Marni Summer Edition 2014

Para esta linha, a Marni uniu-se à designer Katia Schwalenberg para lançar uma série de t-shirts, sacos e carteiras.
Katia, utilizando os seus dotes de ilustradora, criou os estampados deliciosos que se podem ver aí em baixo.
Não são demais?



Imagens: Vogue Italy

12/12/2013

Behind the Candelabra






Realizado por Steven Soderbergh (2013) e baseado no livro de memórias "Behind the Candelabra: My life with Liberace", de Scott Thorson, o filme narra a relação do pianista norte-americano Liberace, interpretado por Michael Douglas, com Scott, interpretado por Matt Damon. 
Curioso é que o filme, produzido pela HBO Films e vencedor do Emmy 2013 para melhor filme, estreou em televisão, já que vários estúdios o recusaram devido à sua temática homossexual (ó gente pequenina, vivemos por acaso em 1720 e eu não me dei conta?).
Depois de me ter habituado às personagens de Michael Douglas e Matt Damon - muito anos 80, com muita lantejoula e histeria à mistura – esqueci os artifícios e deixei-me levar pelo que realmente interessa: as pessoas; e este filme vale mesmo a pena porque, despido de acessórios, o que ele retrata é a alma.
Steven Soderbergh levou para casa o Emmy de melhor realizador e Michael Douglas o de melhor ator. Matt Damon, que estava nomeado na mesma categoria, ficou a perder para o “amante”, mas tem um desempenho fabuloso (um dos melhores da sua carreira, na minha opinião).
Não podia ainda deixar de chamar a atenção para Rob Lowe (todo botoxizado) que, aparecendo muito pouco – no papel de um cirurgião plástico – enche o ecrã com a sua interpretação humoristicamente brilhante.
Se puderem, não percam. Mesmo!

10/12/2013

Golden Flowers

Sou apaixonada por moda.
Esse é um facto indesmentível e notório sobre o qual nada mais há a acrescentar.
É natural, por isso, que esteja a par das tendências, e que goste de estar a par das tendências. Mas isso não significa que use tudo o que está “a dar no momento”. Aliás, até uso muito pouco das últimas tendências, porque sou demasiado esquisita para tal.
Em primeiro lugar porque considero que muito mais importante do que as tendências é o estilo que, além de intemporal, não se compadece com estas novidades que desaparecem mais depressa do que apareceram.
Depois, e mais importante, porque me faz confusão andar igual a toda a gente, do género cromo de caderneta repetido (até porque a Moda, digo eu, é um meio de nos diferenciarmos, de nos impormos enquanto ser individual, e não o contrário)! 
Se uso algo que é tendência só pode ser por uma de duas razões: ou porque me apaixono (é o caso, por exemplo, do uso simultâneo de vários anéis, que continuarei a usar pelo tempo que me apetecer, continue tendência ou não) ou, como aconteceu com este casaco a fugir para o kimono, por pura coincidência.
Como fã assumida de peças de inspiração oriental, amei este casaco assim que o vi (simples mas ainda assim bastante original, tudo culpa das suas flores douradas), e não descansei enquanto não o trouxe para casa.
Descobri depois que as flores douradas são tendência nesta estação fria, segundo dizem os entendidos.
Há coincidências felizes, não há?












Calças, camisola e casaco Zara; Loafers Stradivarius; Clutch Tally Weijl

08/12/2013

Embrulha-me!

Natal é altura de presentear aqueles de que mais gostamos. No entanto, não sou apologista de grandes gastos (aliás, faz-me muita confusão o consumismo desenfreado, especialmente atendendo à difícil situação económica de tantas pessoas que nos rodeiam)!
Importante é oferecer-mos um miminho que demonstre o carinho que sentimos por alguém, concordam?
E se esse miminho for entregue num embrulho lindo, melhor ainda!
Andei a cuscar na net e descobri embrulhos muito bonitos, fáceis de fazer e com custos baixos, onde impera a imaginação.
Inspirem-se e surpreendam quem mais gostam! :) 




Imagens: google.com

 

04/12/2013

Uma opinião masculina sobre o que calçamos

Arrisco-me a afirmar que todas nós, mulheres, ou pelo menos a maioria, adora usar uns belos saltos agulha, que nos alongam as pernas e fazem sentir poderosas.
No entanto, também gostamos de descer das nuvens e usar sapatos rasos, o supra sumo do conforto, certo?
A curiosidade levou-me a pedir a opinião de um amigo sobre o que calçamos.
O que lhe pedi foi para dizer o que lhe viesse à cabeça assim que visse um determinado modelo, e que o avaliasse numa escala de 1 a 10.
Em algumas situações estamos completamente de acordo (por exemplo, em relação às Ugg’s, que podem ser muito quentinhas, mas que era incapaz de usar); em outras nem por isso - como é que as galochas, tão giras e práticas só levam com um 2? Ah? Ah?
Como podem ver, meninas, e tomando a opinião do meu amigo como representativa de um grande universo de homens (acredito que sim!), confirma-se o que suspeitava: que se lixem as costas, as dores, os calos ou os pés moídos: o que eles gostam mesmo é de nos ver no 1.º andar!





02/12/2013

À conversa com Valter Hugo Mãe



Certa vez, à conversa com a minha amiga Gui sobre o que andávamos a ler, calhou ela falar-me de Valter Hugo Mãe. E falou dele com tanto entusiasmo, com um brilho tão grande no olhar, que soube logo que tinha de conhecer o trabalho do autor.
Assim que comecei a ler “A máquina de fazer espanhóis” percebi o porquê daquele brilho e, instantaneamente, me deixei enfeitiçar pela escrita de Valter. Não sei explicar mas a forma como escreve tem um efeito encantatório qualquer que me leva a não querer parar.
Mais tarde li “No nosso reino”, e terminei agora o seu livro mais recente, “A desumanização”, onde o escritor esventra a morte como nunca tinha visto, penso que num exorcismo libertador muito próprio, profundo e penoso.
Um livro difícil mas, ainda assim, tão bonito, mas tão bonito…
Foi por isso com um enorme prazer que fui assistir à apresentação da sua última obra e conversar um pouco com Valter, uma pessoa muito prática e sábia, muito mais simples do que imaginava.
Para mais, ainda tive o prazer de ver o meu exemplar autografado! Embora a letra pareça de médico, pelo que foi um exercício difícil de descortinar, foi esta a dedicatória do autor: “À Marta, com um beijinho amigo, o modo de seguir lendo, ainda, gente.”

Não diria melhor! :)