Sou apaixonada por moda.
Esse é um facto indesmentível e notório sobre o qual
nada mais há a acrescentar.
É natural, por isso, que esteja a par das tendências,
e que goste de estar a par das tendências. Mas isso não significa que use tudo
o que está “a dar no momento”. Aliás, até uso muito pouco das últimas
tendências, porque sou demasiado esquisita para tal.
Em primeiro lugar porque considero que muito mais
importante do que as tendências é o estilo que, além de intemporal, não se
compadece com estas novidades que desaparecem mais depressa do que apareceram.
Depois, e mais importante, porque me faz confusão
andar igual a toda a gente, do género cromo de caderneta repetido (até porque a
Moda, digo eu, é um meio de nos diferenciarmos, de nos impormos enquanto ser
individual, e não o contrário)!
Se uso algo que é tendência só pode ser por uma de
duas razões: ou porque me apaixono (é o caso, por exemplo, do uso simultâneo de
vários anéis, que continuarei a usar pelo tempo que me apetecer, continue
tendência ou não) ou, como aconteceu com este casaco a fugir para o kimono, por
pura coincidência.
Como fã assumida de peças de inspiração oriental,
amei este casaco assim que o vi (simples mas ainda assim bastante original,
tudo culpa das suas flores douradas), e não descansei enquanto não o trouxe
para casa.
Descobri depois que as flores douradas são tendência
nesta estação fria, segundo dizem os entendidos.
Há coincidências felizes, não há?
Calças, camisola e casaco Zara; Loafers Stradivarius; Clutch Tally Weijl