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18/01/2018

| As consequências da polémica da H&M |


Bem sei que já não está na ordem do dia, que entretanto já há polémicas fresquinhas para chafurdar, mas não podia deixar passar em branco (ups, estarei a ser racista?) uma notícia que li.
Sobre a controvérsia-base e todo o sururu que se gerou à volta disso resumo a minha opinião em meia dúzia de palavras: não acho que a publicidade da H&M seja racista, acho que a camisola em causa é muito fofa, se fosse usada por um miúdo branco nada disto acontecia (ou talvez sim, com certeza ia haver alguém a lembrar-se  de que não é nada salutar comparar crianças a animais) e acho que quem vê racismo no anúncio é porque é racista, caso contrário a questão não se colocaria.
A mãe do miúdo, cuja opinião é idêntica à minha, tem, por esse motivo, defendido a H&M e, em consequência, a família tem vindo a ser amplamente condenada.
Não sei ao certo as razões concretas, mas a verdade é que o assumir publicamente das suas convicções obrigou esta família a mudar de casa 'por razões de segurança'. E este facto é que é verdadeiramente inquietante e demonstra bem o estado (algo doentio) da sociedade. 
Como já disse não acho a campanha racista mas aceito que haja quem pense de forma diferente. Sendo o racismo um conceito a abolir, não me faz confusão que provoque discussão, mexa com consciências. Vale tudo para abrir mentalidades.
O que já não compreendo é que isso seja usado como desculpa para atitudes radicais e extremistas (a H&M foi obrigada a fechar temporariamente várias lojas na África do Sul após terem sido provocados danos no seu interior) e, pior ainda, para uma intolerância com as opiniões alheias - que se tem vindo a generalizar e que me preocupa bastante - que obriga, por exemplo, uma família a mudar de casa por não se sentir segura. 
Mas isto tem alguma lógica? Que raio de sociedade é esta, que para defender determinados valores comete as maiores atrocidades?
E o que me assusta é que, vendo para além das camadas superficiais, me parece que muitas destas atitudes não têm como fim a defesa de um princípio maior - o de que somos todos iguais -, mas são antes uma forma de retaliação contra quem não tenha a mesma opinião.
Será isto tão diferente assim de ideais que condenamos em absoluto como, por exemplo, os de uma Alemanha nazi?

22 comentários:

Larissa Santos disse...

Realmente dá que pensar. :/

Hoje, em texto:-Aves que esvoaçam ... Afastamento dilacerante...

Bjos
Votos de uma feliz Quinta Feira.

Sandra Marques de Paiva disse...

Sociedade algo doentia não, diria completamente doentia. É assustador que estas situações aconteçam neste momento. A mim faz-me sentir que em vez de evoluirmos, estamos a regredir a uma velocidade atroz. Não faz sentido nenhum e faz-me sentir impune, pois não vejo maneira de abrir as cabeças das pessoas e meter-lhes alguma razão nesses cérebros tão pequeninos. Não somos todos iguais, nunca seremos e não há mal nenhum nisso. Essa é, certamente, a característica mais interessante em cada um. Se fosse tudo igual, qual seria a graça?

maga rosa disse...

É verdade que séculos de escravatura ficaram gravados no adn e mesmo algumas gerações depois, pequenas coisas são suficientes para despoletar reacções... Mas, já é mais do que hora de deixar (isto para todos, independentemente de cores) de ver ataques racistas em tudo e sobretudo de se chegar a extremos desses. Que pena que a humanidade (ou grande parte dela)se mantenha lá tão atrás...É que tudo serve para ataques de violência gratuita...Enfim. :(

Ana Bessa disse...

Partilho da tua opinião, não vejo maldade nenhuma na campanha... Triste que isto aconteça

maria madeira disse...

Marta, se entretanto conseguir leia isto:
https://extra.globo.com/famosos/titi-filha-de-giovanna-ewbank-bruno-gagliasso-alvo-de-racismo-22116918.html

Penso que vivemos neste nosso país ainda com algum sol em todos os sentidos e, por vezes, esquecemo-nos de que o racismo ainda existe em pleno séc.XXI. Infelizmente. Aliás, racismo, homofobia, xenofobia... também existe e muito neste país, só que, lá está, a partir do momento em que a grande maioria não é negra, tendemos a esquecer que muita gente é alvo de racismo. E sofre por isso. Não é de todo com marcas como a H&M que apenas está centrada no lucro e compra pessoas para a publicitar (como foi o caso da mãe do menino negro em questão, pagaram bem, ela autorizou, é dinheiro puro e duro nada mais), que conseguimos combater isto, a postura no meu entender tem de ser outra. Também não é com violência, isso seria um retrocesso, mas é, sobretudo, não carimbando como uma mensagem boa algo que tem como base a palavra "macaco". Naquele link que lhe deixei lá mais em cima poderá comprovar o que falo. Se formos lá mais atrás na história, a palavra "macaco" para insultar pessoas negras era comum, mas não deveria ser. É extremamente pejorativo e tratando-se de uma criança que ainda não percebe a verdadeira selva onde está inserida, pior ainda. Os pais têm um papel fundamental na educação das crianças, está mãe não teve. Uma opinião como outra qualquer, esta minha. E é na divergência que talvez se faça luz. Espero bem que sim...

Carla Figueiredo disse...

Muito obrigada pelo teu comentário 😉

Gostei muito da tua abordagem a este tema. É que eu isto mesmo, sem tirar, nem por!

Beijinho
Carla

www.AliveandFashion.blogspot.com

nat. disse...

Estamos numa era muito fugaz... Em que todos são poderosos por trás de um qualquer teclado... Todos dizem tudo, desde as maiores verdades, até às maiores barbaridades... O que devia ser motivo para a quebra de paradigmas e atenuar diferenças, acaba por ser desculpa para aumentar ainda mais o fosso...
Todos são livres, mas esquecem-se que a liberdade de um termina quando mexe com a liberdade de outro...
Beijinho
5 em Crescendo

m-M disse...

Concordo plenamente contigo e foi exatamente o que defendi em todas as discussões sobre este assunto que vi :)

Carlos disse...

As pessoas gostam de expressar a raiva por detrás de uma tela sem com isso perceberem que podem estar a ser demasiado injustos!
Leio comentários descabidos por todo o lado e porquê, porque virou moda! Às vezes, acredito que as pessoas nem sequer pensaram demasiado no assunto para formar uma opinião...mas como o cérebro parou em algum ponto do crescimento, iniciam ali uma propagação do ódio que acaba sempre por incomodar! Como o caso de que falas...
Eu acho que não estamos em tempos de preconceito, racismos, e afins...é ser-se demasiado diminuído para fazer-se afirmações do género, portanto desde logo não interpretei a mensagem da HM como tal!
Mas o mundo virtual leva sempre a melhor no que toca a distorcer e a propagar o ódio!
Beijinho

Sara C. disse...

Este é um tema complicado. Foi arriscado colocar um menino negro a vestir essa t-shirt. Na minha opinião, não há mal nenhum por vestir isso. Só vê maldade quem quer ver. Penso que não era intenção da H&M gerar esta polémica, há quem diga que foi propositado, pra terem "atenção". Eu acho isto uma forma de nos colocar a todos no mesmo patamar, somos todos iguais: brancos, pretos, amarelos.
Mas infelizmente há quem utilize isto como pretexto para arranjar confusão.

Beijinho
doce-branca.blogspot.pt

Elisabete disse...

Também não vejo maldade. Penso que o problema está na palavra "monkey". Só podia dar controvérsia.
Bjs

M. disse...

Concordo contigo e também não vejo nenhum mal com a camisola.

Fernanda de Oliveira Brito disse...

Olá Marta,

Concordo com você.. também não vi nada demais, um garoto negro usando um moletom de outra cor..

Um beijo,

My Pure Style x My Instagram x My Facebook 

Mrs. Margot disse...

Acho que foi muito infeliz por parte da H&M colocarem esta criança com esta sweater e outra caucasiana a dizer "Survival Expert: Junior Tour Guide", tipo o menino branco é o guia do safari pela selva e o outro menino um macaco?!
Foi verdadeiramente infeliz, mas daí a fazerem todo o alarido à volta disso já acho ridículo, qualquer coisa hoje também é conotado logo como racismo.

MRS. MARGOT

Marisa Cavaleiro disse...

Acho que é mesmo isso, quem não tem a mesma opinião que nós é que é o problema...
xoxo

marisascloset.blogspot.com

Ontem é só Memória disse...

Faço minhas as tuas palavras! Acho tudo isso muito mesquinho!

Bjxxx
Ontem é só Memória | Facebook | Instagram

Manuel Veiga disse...

não conheço a polémica, mas o texto parece-me equilibrado
gostei de ler

Portugalredecouvertes disse...

"Penso que o problema está na palavra "monkey". Só podia dar controvérsia..."

faz-me pensar que
é possível que as organizações tudo façam para criar controvérsia e chamar a atenção!
e é difícil acreditar que sejam decisões "inocentes" quando são originadas por empresas com gente altamente qualificada, às vezes a polémica vai longe de mais e tendem a voltar atrás, outras vezes passa, mas entretanto vai-se falando sobre eles...

um abraço
Angela

Ana Garcês disse...

É como o meu pai sempre me disse: "o racismo existe na cabeça das pessoas". Eu também não pensei que essa publicidade tenha sido racista, talvez porque nunca tenha tratado as pessoas por nomes de animais, nem nunca tenha sido bully com quem fosse.

Graça Pires disse...

Eu nem consigo perceber a polémica...
Uma boa semana.
Beijos.

Mia disse...

Já soube dessa polémica e sinceramente há pessoas que não têm nada que fazer! Até a mãe da criança e a própria criança desvalorizaram o caso!

beijinhos

Ana Freire disse...

Eu sou de opinião que a marca deveria ter um pouco mais de sensibilidade... na mensagem que desejaria passar... se o miúdo de cor estivesse acompanhado de outro miúdo branco, usando a mesma camisola, noutras cores, por exemplo... o problema não se teria colocado... miúdos de cores diferentes... mas em igualdade de circunstancias... usando a mesma camisola, ou camisolas diferentes com a mesma mensagem... onde fazer macaquices... seria algo perfeitamente aceitável... agora expor só o miúdo de cor... a marca estava claramente... a pedir aborrecimentos!...
Este mundo ainda é demasiado racista e xenófobo! Só nos anos 60, as pessoas negras puderam andar em transportes públicos, nos Estates... não foi assim há tanto tempo, como isso...
Ainda há muita sensibilidade no ar, em torno deste assunto...
Como diria o Herman... não havia "nezezidade"!... E claramente esta campanha publicitária, teria uma mensagem que poderia ter várias conotações!
Nesse aspecto, adoro as campanhas da Benneton... sempre polémicas... mas onde tudo é bem pensado... usando pessoas de raças diferentes... idades diferentes... mas TODAS estão representadas, em igualdade de circunstâncias... e não apenas um tipo de pessoas...
Beijinhos
Ana