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06/07/2018

| Vi um tributo a Metallica... e sobrevivi |


A vida, por vezes, consegue ser muito intrincada e coloca-nos à prova das formas mais estranhas. 
Não vou perder tempo a explicar como, quando ou porquê, apenas dizer-vos que assisti parcialmente a um concerto de tributo aos Metallica, essa banda que assim de repente me causa náuseas fortes e tremeliques involuntários. E, não sei bem como, consegui sobreviver, embora tenha disso duvidado (aliás, durante mais do que um momento - mais intenso - achei que me ia dar uma coisinha má e que me finava logo ali).
O problema não foram os tributeiros, que os moços até tocavam e cantavam bem. 
O grande problema é especificamente a banda Metallica que, cheira-me, toca sempre o mesmo com algumas variantes (muito subtis), e ao fim da terceira música já me apetecia desatar aos berros: CAAALEEEEMM-SE, POR FAVOR CALEM-SEEEEEEEEEE!
Por educação e algum pudor consegui controlar-me e decidi que, se tinha de levar com aquilo, o melhor era parar de me armar em queixinhas e aproveitar para fazer observação (um dos meus passatempos preferidos, quando não tenho nada de mais útil para fazer) e, tenho a dizer-vos, as conclusões a que cheguei constituem uma base muito sólida (e sórdida) de conhecimento sociológico dos fãs de Metallica.
Ora vamos lá:
Comecei por observar duas miúdas que estavam ao meu lado. Preto dos pés à cabeça, identifiquei-as como uma espécie de Mortitia Addams em versão soft. A grande questão é que o raio das miúdas estavam sempre a olhar – com um ar algo petulante – para um gajo próximo delas que estava efetivamente a curtir, e aquilo irritou-me. Se há coisa que detesto é gente que parece ter um pau espetado no cú a analisar o comportamento (genuíno) dos outros e pensei que devem ser uma espécie de beto-metaleiras o que, bem vistas as coisas, não abona nada a seu favor.
Classifiquei-as como provenientes de Cascais ou imediações, e decidi analisar a assistência no seu todo. 
Apercebi-me de que quase ninguém dançava, o que também me causa uma certa comichão visto que mal ouço uma musiquita que não seja má começo logo a abanar, e o abananço vai aumentando de acordo com a afinidade sentida com o que está a passar. Mas o mais estranho estava para vir.
Começa o vocalista a debitar hey, hey, hey, num ritmo espaçado q.b., e o pessoal do outro lado, sem se mexer para além do indispensável, começa a responder hey, hey, hey, com os braços no ar. Isto repete-se e volta a repetir-se.
Nesse momento apercebo-me que todos os que compõem a assistência são brancos e senti-me num comício de extrema-direita. A sensação não foi nada boa. Medooo, muito medo.  
Entretanto a coisa aligeira um pouquito: começa a dar a Enter Sandman (vão ao Google, se tiverem curiosidade, também não fazia ideia de que se chamava assim) e à minha frente planta-se um cromo dos bons que está com um sorriso permanente nos lábios, com aquele ar de felicidade de verão que uns copos a mais cria nas pessoas, e, considerando a forma como dança, ia jurar que na cabeça dele está a passar o Caribe Mix 2017: passito de salsa, a mão desliza pelo cabelo suado, a anca meneia-se em movimentos ousados, todo ele é pegajoso e sexymente
No meio daquela explosão de sensações, pareceu-me justo atribuir-lhe o troféu de pessoa mais normal da noite. E pareceu-me justo também ir apanhar um pouco de ar fresco e deixar as análises por ali, tudo o que viesse de seguida não podia ser tão bom. E se há algo que a vida me ensinou é que devemos bastar-nos com as momentos bonitos que nos são concedidos. Isso e não voltar a um concerto de tributo de Metallica. 

10 comentários:

DeepGirl disse...

Ah ah ah. Muito bom. Conseguiste fazer com que eu sentisse que estava nesse concerto... Deve ter sido qualquer coisa a não repetir 😁

Larissa Santos disse...

Kkkk Muito bom:))


Bjos
Votos de uma óptima Sexta - Feira.

Andreia Barbosa disse...

Que bela experiência ahahah eu por acaso até gosto de algumas músicas dos Metallica, e sou mais dessas que canta como se não houvesse amanhã, já dançar esse tipo de música... bem, não me atrevo!

http://cidadadomundodesconhecido.blogspot.pt/

Os olhares da Gracinha! disse...

Não consigo gostar!!! ... 😊

Gil António disse...

Bom dia:- Prefiro ouvir os fados da Ana Moura, Marisa, Camané ...
.
* Amor distante em fios de saudade *
.
Desejando um Sábado feliz.

Catarina Sofia disse...

Não gosto nada mas se caso estivesse nesse concerto (teria que gostar da música obviamente) desataria a rir com as figuras do moço xD

Avelã disse...

Por acaso também não sou especialmente fã - não desgosto, mas não é uma das minha bandas preferidas!
Acredito que não seja muito agradável estar num concerto de uma banda da qual não se gosta :P Mas sempre deu para fazer uma pequena análise do comportamento humano, já não foi mau! Normalmente nos concertos as pessoas não estão propriamente a reparar no que os outros fazem, mas visto de fora acredito que seja engraçado :P

Elisabete disse...

Acho que não sobreviveria...
Bjs

Ana Freire disse...

Ahahahhaha! :-D
Também não são mesmo nada a minha onda musical!
Parabéns! Sobreviveste... para nos contar, como foi!... :-))
Beijinhos
Ana

Alexandra Soares disse...

Já eu gosto dos Metallica e o ano passado vi-os pela primeira vez! Não são a minha banda favorita mas fiquei bastante feliz quando os vi! Esses "peças" que descreveste, parecem umas aves raras mas eu diria que há disso em quase (ou todo) os concertos.

E parabéns por ires ver uma banda que não é bem aquilo que gostas de ver/ouvir! Beijinhos