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13/06/2018

| Pänts o quê? |

Imagem: The Times

Os termos hygge e lagom são-vos familiares? Eu diria que sim, pelo menos considerando as paletes de fotos que vi do ‘Livro do Hygge’ em feeds de Instagram e blogs mas, para os ignorantes na matéria (como eu), passo a explicar.
Hygge é uma expressão dinamarquesa que significa aconchego e visa fomentar a proximidade entre a família e os amigos sem telefones ou tablets pelo meio, lagom é uma expressão sueca que defende que a virtude está no meio, ou seja, deve experimentar-se de tudo mas de uma forma equilibrada, sem exageros.
A verdade é que há uma nova tendência comportamental muito mais fácil de pôr em prática do que as antecessoras: vem da Finlândia, chama-se päntsdrunk e não mais é do que beber em casa, sozinho, em cuecas.
Como?
Sim, beber em cuecas. Em casa. Sozinho.
Inspirada nos invernos rígidos do país, com temperaturas negativas e pouca luz solar, a ideia é beber um copo em casa de vez em quando, sem intenções de sair para a rua, de forma equilibrada e descontraída, para relaxar.
Porquê em cuecas não sei, mas como imagino que na Finlândia os sistemas de aquecimento sejam muito bons e a electricidade barata, percebe-se que a pessoa chegue a casa do trabalho, em versão urso polar, e se comece a despir como se não houvesse amanhã.
Ora, considerando que em março deste ano se concluiu que a Finlândia é o país mais feliz do mundo (tal como resulta do relatório anual ‘World Happiness Report’, que conta com o carimbo da Organização para a Cooperação Económica e o Desenvolvimento), se calhar era boa ideia adotarmos o päntsdrunk na nossa vida, certo?
Nada mais errado.
Porquê, perguntam vocês.
Porque somos portugueses.
E o que é que tem, insistem vocês.
Ai, ai, ai, o que seria da vossa vida sem mim?
Então: 
Esta nova filosofia não discrimina qual a bebida a consumir; sendo o nosso país aquele onde mais se consome vinho per capita no mundo, estou mesmo a ver que o pessoal ia dar na vinhaça (seria a minha escolha, sem qualquer dúvida).
Assim sendo, visualizem comigo a situação.

* A pessoa chega a casa, faz um lanchinho - para forrar o estômago -, mete uma musiquinha catita - para criar ambiente -, despe-se e vai para o sofá com o seu copo de vinho.
Passados três minutos vai ligar o aquecimento, porque não estamos no outono mas parece, volta para o sofá, deita-se confortavelmente e continua a dar no vinho em modo zen. 
Mais de metade do copo já marchou e a pessoa começa a pensar que tudo aquilo é muito lindo, mas perfeito era não estar ali aquela banha a saltar na barriga, o päntsdrunk ganhava uma aura mais especial. 
Logo após este pensamento a pessoa bebe o que resta no copo de penálti. Olha para o copo com ar espantado e decide que o melhor é beber mais um bocadito, que esta vida são dois dias e que se foda o pneu na barriga.
De volta ao sofá, pensa que tem de começar a ir ao ginásio. Logo após este pensamento a pessoa bebe e decide que é melhor mudar de pensamento porque este é muito deprimente. O segundo copo já foi.
Antes de encher o terceiro a pessoa interioriza que este é um momento para relaxar, por isso só se permite pensar em coisas positivas.
Novamente no sofá, imagina-se a desfrutar de um destino paradisíaco, com águas transparentes, palmeiras e coco na mão e isso dá-lhe sede. Pumbas, dê-se no vinho outra vez.
De repente realiza que não tem fundos nem sequer para um salto a Badajoz e isso é motivo para desatar num choro compulsivo, enquanto maldiz a sorte por não lhe sair o Euromilhões. O que resta da garrafa vai à vida.
A pessoa - desconhecedora da filosofia lagom – mais do que não relaxar fica stressada, apercebe-se de que estamos em junho, o aquecimento está ligado há 2 horas e a puta da conta da electricidade vai disparar.
A pessoa começa a maldizer os cabrões dos finlandeses e as suas teorias de merda e decide ir dormir antes que o päntsdrunk cause mais estragos morais. *

Pois, já sei que não tinham pensado nisto mas digam lá, tenho ou não razão? 

15 comentários:

Dona de Casa disse...

Ou pelo meio percebes que não tarda tens de ir buscar os putos à escola e ainda sais de cuecas...dependendo do vinho que já bebeste....

Messy Gazing disse...

ahahaha
Confesso que não conhecia esta filosofia mas também não me parece que a vá adotar xD

Um beijinho,
MESSY GAZING

TehTeh disse...

hmmmm eu adoro estar sozinha mas nem a beber nem em cuecas porque está frio =P

http://tehteh25.blogspot.com

xoxo

DeepGirl disse...

Looool. Eu por acaso adoro beber uma boa taça de café ou de chá, em cuecas, no Inverno, em casa. Mas como bem dizes, quando aqui fazem -5 graus, dentro de casa estão 24 graus 😊.

Os olhares da Gracinha! disse...

É capaz de saber bem ... 😉

Cabeça na Nuvem disse...

Bahaha já me ri muito com essa descrição Marta!!!! Eu por acaso já tinha esse hábito, com uma bebida variável (mas que geralmente não mete álcool).
Mas lá que dá para deprimir, dá... Bom, também o que seria da indústria vinícola sem a tristeza crónica dos tugas? Pelo menos dá para arranjar emprego a alguém :P

Xica Maria disse...

Ahahahahahaah!!!! Muito bom!!!!
Como dizia o meu avô: paneleirices.

Kique disse...

Muito boa a descrição.
E as cuecas onde ficaram no meio da vinhaça...lol
Bjs

Hoje em Caminhos Percorridos - CURIOSAS EXPRESSÕES

Titica Deia disse...

ahaha parvidades filosóficas... menos a parte do copo e vinho para relaxar :-)

Coisas de Feltro disse...

Olá. Nomeei o FashiONoir para o Sunshine Blogger Award. Toda a informação no último post. Parabéns!!!

Vânia Calado disse...

Tão boa esta versão portuguesa :) Adorei :)

Beijinhos

Magui disse...

Em cuecas nesta altura? Apanhava uma pneumonia, não havia vinho que valesse!

Ana Rita Ferreira disse...

Muito bom!! :D

Ana Freire disse...

Já tinha ouvido falar nessa moda finlandesa... o que eles inventam... só para terem desculpa de estarem agarrados aos copos... a experimentar uma teoria qualquer... em cuecas, ceroulas... whatever... :-D
Beijinhos
Ana

Sandra Marques de Paiva disse...

hahahahahahaha :D Que fado