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22/11/2017

| Vamos cuscar um bocadito |


Há dias lancei o desafio e hoje venho responder às perguntas que vocês colocaram. Preparados? Ansiosos? 
Mortinhos por ficarem a saber as minhas teorias absolutamente (des)interessantes sobre assuntos vários? 😄
Então cá vai disto:   

Quantas divisões da tua casa destinaste para colocar todas as tuas roupas, todos os teus sapatos e todos os teus adereços de moda?
(Antes de responder à pergunta tenho de dizer ao seu autor que não gostei do tom visto que, ao usar várias vezes a expressão ‘todos’, está a insinuar que tenho muita roupa, muitos sapatos e muitos adereços de moda. Que raio de preconceito é esse, hum? Pois fique sabendo, Sr. Lápis Roído, que trapitos, sapatos e acessórios nunca são suficientes, está bom?). 
Vivendo eu num T0 (+1, vá, que a cozinha é fechada) e tendo um guarda-roupa proporcional ao tamanho do apartamento, todos os cantos são bons para guardar as minhas coisas. Assim sendo, só não as tenho na cozinha e no wc (isto é, excetuando os acessórios de cabelo).
Significa isto que pela sala/quarto tenho espalhados malas e sapatos, e recorro a soluções criativas para que os meus acessórios não fiquem todos ao monte, como a parede de chapéus (dediquei-lhe certa vez um post, podem vê-lo aqui; como já passaram 2 anos desde que o escrevi tenho que esclarecer que, entretanto, a coleção aumentou).
O que me salva é o quarto dos arrumos (mais conhecido por the panic room), independente do apartamento, onde guardo todas as roupas e sapatos que não estou a usar (por exemplo, a coleção primavera.verão já foi para lá recambiada, estando também lá a hibernar os trapos e acessórios que não me apetece usar de momento mas que, mais dia menos dia, voltam ao ativo).

Sobre o que mais gostas de cuscar?
Não sou nada cusca (bem sei que grande parte de nós diz isto e é uma grande mentira) mas é verdade. Não tenho prazer nenhum em saber pormenores das vidas alheias e, muitas vezes, afasto-me de conversas desse tipo porque, simplesmente, não quero saber.
Claro que, no meu núcleo duro de amigos, partilhamos conversas e comentários de pessoas ou situações mais ou menos próximas mas, lá está, isso fica dentro desse núcleo.
Sobre o que gosto de cuscar? As situações ou acontecimentos estúpidos são os que dão mais pica porque dão para avacalhar, dizer umas parvoíces e rir. Para além disso, cusco sobre as trivialidades que saem nas revistas do social, mas só aquelas mais calientes. Do género: então a Bárbara Guimarães andou a brincar aos carrinhos de choque?
Mas é tudo sem maldade, que o que me dá prazer é dizer umas calinadas e rir-me delas.

Achas que existe um ‘percurso de vida padrão’
 (estudar, arranjar um emprego, casar e ter filhos)? 
Vês-te como mãe, esposa e dona de casa?
Estas são duas perguntas distintas, colocadas por duas leitoras mas, pelo seu teor, acho que faz todo o sentido fazer um 2-em-1.
Não, não acho que exista um percurso de vida padrão, até porque se todos somos diferentes porque que raio é que havemos de fazer todos o mesmo? O que acho é que existem ‘regras’ sociais estabelecidas e a incapacidade de as questionar e de pensar, de forma verdadeira e ponderada, se o que é bom para os outros é bom para nós.
Claro que para mim trabalhar é o normal e, mesmo se fosse muito rica, não me vejo a não me dedicar a algo que me desse prazer (o que é que fazia para gastar energia e ocupar o cérebro?). Mas acho que cada um é livre de fazer o que lhe der na gana, desde que isso não prejudique terceiros.
Não sou mãe nem tenciono sê-lo (já escrevi sobre isso aqui), sou solteira e tenciono manter-me assim (porque o casamento não me diz nada, o amor é o que me alimenta). Mas embora não me veja como esposa vejo-me como companheira, mas daquelas à séria. Significa isto que as relações só fazem sentido, na minha ótica, se forem de entrega total. Não há cá joguinhos nem meios termos. E essa perspetiva faz com que seja exigente com o meu gajo,  é um facto, mas nunca exijo mais do que aquilo que dou. Dou é muito e, se o faço, gosto de receber na mesma medida. Afinal as relações são exercícios constantes de equilíbrio, não é? 
Quanto ao ser dona de casa, não só me vejo a sê-lo como já o sou, ainda que contrariada e numa versão algo mitigada, porque vivo apenas com a gata Maria.
Como não me apetece gastar dinheiro com uma empregada (infelizmente ele não estica) e, não obstante deteste as tarefas caseiras, gosto de ter a casa sempre arrumada, organizada, só assim me sinto bem (tudo culpa da minha mãe que é uma freak das limpezas e conseguiu passar o bichinho para mim).  
Por isso não tenho outro remédio senão limpar (com umas trombas que vão daqui até Marte), passar a roupa (só a indispensável) e ter tudo sempre em ordem (como vou fazendo as coisas ao invés de deixar acumular torna-se um niquinho de nada mais fácil). A sorte é que o meu apartamento é pequenito, o que me facilita imenso a vida porque embora não goste de limpar sou uma mesquinha do caraças, e descobrir um cabelo no lavatório quando acabo a limpeza provoca-me uma crise de nervos histérica.
Também cozinho, mas preparo sempre refeições rápidas e fáceis ou, então, assados, que não dão trabalho nenhum. Mas não cozinho todos os dias, até porque, vivendo sozinha, a tarefa não tem piada e, não raras vezes, porque não me apetece cozinhar ou porque não me apetece comer o que tenho para cozinhar, preparo uma tosta mista e uma meia de leite e está feito.
Agora, que fique registado: se um dia ganhar o euromilhões a primeira coisa que faço é contratar uma empregada e nunca mais faço nadica de nada em casa. Tenho dito. 

Quais são os teus autores preferidos? E músicas?
Ui, esta é uma pergunta muito difícil. Porque gosto tanto de livros e de música que não consigo escolher autores/bandas/músicas preferidas. Mas vamos por partes.
Em relação aos livros, gosto deles intensos e com conteúdo forte, que façam mexer cá dentro. Já li centenas ao longo da minha vida e não tenho um autor preferido, tenho vários que sei serem uma escolha segura. Gosto muito de Jorge Amado, Paul Auster, Mario Vargas Llosa, Patty Smith, George Orwell, por exemplo. Dos autores nacionais não passo sem os livros de Afonso Cruz, Nuno Camarneiro, Valter Hugo Mãe e, recentemente, apaixonei-me de forma avassaladora pelo genial Saramago.
Em relação à música sou muito eclética (hehehe, detesto esta expressão, mas se tanta gente ‘chique’ a usa, também posso). Agora a sério, ouço de tudo mas tenho tendência para o blues, jazz (do tradicional), música brasileira (nada de Ivetes Sangalos nem afins), etc. e tal. No entanto, a minha base é o rock (sim, o meu aspeto cândido esconde uma rockeira) e quando saio à noite é ao som de rock que gosto de dançar.
Porque, como já disse, me é muito difícil escolher favoritos vou concentrar-me no que mais tenho ouvido ultimamente: Cigarettes After Sex, King Gizzard & the Lizard Wizard, Alt-J, Jon Spencer Blues Explosion, os brasileiros Céu, Rodrigo Amarante e O Terno, e muita música portuguesa: Samuel Úria, António Zambujo, Noiserv, JP Simões, Benjamim, B Fachada, Orelha Negra, entre outros.
Depois há ainda os clássicos, aqueles a quem volto recorrentemente: Amy Winehouse, Ornatos Violeta, The Legendary Tigerman, Wim Mertens, Manel Cruz, David Bowie, Zen, Benjamin Clementine ou The Doors.
Tenho a certeza que me escaparam alguns mas já deu para ficarem com uma ideia.

Quantos pares de sapatos tens?
Beeemm, eu sou uma querida porque me dei ao trabalho de ir contar tudinho, e esse é um exercício que uma mulher que tenha uma panca por sapatos nunca deveria fazer. Atenção que contei todo o tipo de calçado, entre sandálias, chinelos, botins, sabrinas, galochas, etc., etc. (havainas e chinelos de casa não contam), nomeadamente os que estão de lado e ainda não sei se voltarei ou não a usar. Então, tenho ….. (rufar de tambores) …. 50 pares de sapatos! 
Que caras são essas?
Nada do outro mundo. Certo?

24 comentários:

Sara C. disse...

Adorei as tuas respostas! E sapatos nunca são demais ihih
Beijinho

abriga-tecomigo.blogspot.pt

Sandra Marques de Paiva disse...

Legendary Tigerman faz concertos do melhor que há e David Bowie é amor para toda a vida :)

Larissa Santos disse...

Boa tarde...Fantástico post. Adorei

Hoje: "" O coração não mente, mas sente""

Bjos
Feliz Quarta-Feira

Lápis Roído disse...

Daqui escreve o secretário do menino Lápis Roído. O menino tem a dizer que não manifesta nenhum tipo de preconceito em relação ao número de peças de roupa e acessórios de moda que a menina tem no interior da sua habitação. Apenas conhece sobejamente bem a autora deste blog para fazer uma pergunta baseada no pressuposto de que são realmente muitos. A sua resposta prova que a sabedoria do menino é infinita. Sugere ainda que, dada a exiguidade do seu apartamento, passe a pendurar os artigos em questão no tecto. Resolve o problema da falta de espaço e ainda confere uma decoração original. Fim do comunicado =P

Marta Moura disse...

Sandra, os concertos do Legendário são mesmo muito à frente.

Secretário do menino Lápis Roído, usar o teto é uma ideia a ponderar seriamente. :D

Vera disse...

Adorei as respostas, ainda me consegui rir ao ler algumas partes.
Oh pah quanto á parte de não gostar de fazer as lides domesticas, estamos juntas :) !

Magui disse...

50 pares de sapatos? Isso são peanuts, a Imelda Marcos tinha muitos mais, eheheheh!

As Coisas Dela disse...

Acho que nunca vou querer contar a minha coleção de sapatos! Eheh Beijinhos*

Joana Mafalda disse...

Fico feliz por saber que não sou a única "colecionadora" de sapatos! ahah

Mena Almeida disse...

ahahahahahah eu também sou um pouco arrumada demais, uma maluqueira minha: há noite quando me deito, deixo os chinelos junto à cama, mas têm de ficar direitinhos lol Mas a sério, gosto de tudo sempre arrumado, vivo num T1 também não é dificil :) na cozinha não presto, mesmo!!
Tomei a mesma decisão que tu, de não ter filhos e não me arrependo. Quanto à ordem cronológica como dizem que tem de se viver, hoje acho que já não é assim. Cada pessoa faz o que acha melhor e o casamento acho que está a cair em desuso.

Marta Moura disse...

Mena, também deixo os chinelos junto à cama, direitinhos.
Que panca! :D

Isa Sá disse...

Gostei de conhecer um pouquinho mais da blogger.

Pathy Guarnieri disse...

Que legal lhe conhecer um pouquinho mais! ^^

Beijo!
Cores do Vício

Melanie Moreira disse...

Gostei de ficar a saber mais de ti!

Beijinhos
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Os olhares da Gracinha! disse...

Foi bom conhecer um pouco melhor a MARTA!!!
bj

carolina g. ticala disse...

Very interesting post! ♥️♥️♥️

Maria Amélia disse...

Claro que sapatos e trapinhos nunca são de mais *-*

amartaeumblog disse...

AHAHAH. Muito bom!
50 pares de sapatos, pouca coisa, portanto. ;)

Beijinho d'

A Marta
https://amartaeumblog.blogspot.pt/

o ultimo fecha a porta disse...

É muito curiosidade o preconceito social em relação à mulher implico na questão: "Vês-te como mãe, esposa e dona de casa?" A pergunta não fala das tuas aspirações de carreira ou de promoção profissional. Se fosses um homem, haveria esse preconceito. Esta pergunta diz muito da sociedade portuguesa, cuja mentalidade ainda ficou no tempo de Salazar.

Vânia Calado disse...

"se todos somos diferentes porque que raio é que havemos de fazer todos o mesmo?" essa é que é a verdade. Somos todos diferentes, temos interesses diferentes (e manias também), mas mesmo assim parece o resto do mundo acha que temos de tomar as mesmas decisões com as nossas vidas... Não faz sentido.

Em relação aos sapatos...eu sou da opinião que fazem sempre falta. :)

Ana Freire disse...

Adorei as tuas respostas, que me deram a conhecer um bocadinho mais de ti... bem como teres respondido à minha pergunta... sobre autores e músicas favoritas!
Beijinho! Feliz semana!
Vou-me ausentar uns diazitos, já que a minha mãe vai fazer uma pequena cirurgia... e os próximos dias serão para andar de olho nela...
Ana

Gata disse...

50 pares de sapatos é um "cadito" :) Obrigada, era o incentivo de que eu precisava (acho que tenho pouco mais de 20, sou uma sem-sapatos)!
Tenho de averiguar esses Cigarettes After Sex, já que é a segunda vez esta semana que me falam deles!
Bjs

Betty Gaeta disse...

Oi Marta,
Gostei das suas respostas e de conhecer vc um pouco mais. Seu gosto musical bate com o meu.
Bjs

Manuela Vaz disse...

Gostei de te conhecer melhor! e subscrevo a tua escolha de escritores!

The Midnight Effect / Instagram